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Atletas chapados comprovam: maconha e esporte têm tudo a ver!


Taí um assunto que, por experiência própria, me intriga há tempos: a relação entre maconha e desempenho esportivo. 

Teoricamente, a erva não funciona como estimulante – e talvez por isso a World Anti-Doping Agency (WADA) tenha revisto suas normae aumentado consideravelmente a tolerância ao Carboxy-THC nos testes. Mas, hipocrisias e contra-indicações à parte, o fato é que a combinação de endorfina com canabinoide vai muito bem, obrigada! – o que talvez justifique o fato de MUITOS ATLETAS fumarem um, especialmente nas horas vagas.

Quem não se lembra do campeão Michael Phelps, que protagonizou a bongada mais célebre da história do esporte mundial? E que tal Ronaldo, aquele que já foi um Fenômeno, intimando o jogador Edmundo pra “apertar unzinho” durante uma partida de futebol em 2012? Isso sem falar da íntima & inegável relação entre erva, surfe, skate e esportes radicais em geral…

Se exemplos não faltam, também sobram mitos e polêmicas envolvendo o assunto. Tempos atrás, a ESPN lançou uma série de reportagens sobre as principais drogas detectadas em exames de doping, analisando a relação entre os esportes e o uso de substâncias como cocaína, inalantes, álcool e anfetamina.

No que diz respeito à maconha, o texto afirma que ela prejudica o desempenho em atividades que demandam agilidade, velocidade e coordenação motora. No entanto, a ganja pode ajudar os praticantes de modalidades que requerem foco, precisão e concentração, a exemplo de golfe e tiro. A proibição, como sempre, impede que o assunto seja investigado de forma plena e, não por acaso, o estereótipo do maconheiro preguiçoso permanece como um dos maiores tabus a serem derrubados.

E é pra destruir esse mito que apresento aqui a história inédita de um atleta – talvez o único do planeta – patrocinado pela indústria canábica, comprovando que a erva está longe de causar os efeitos de letargia, apatia e desmotivação apontados pelos proibicionistas. Se liga no que esse cara faz e nunca mais ouse utilizar a canábis como desculpa para o sedentarismo!

El Dabber Runner

Prata da casa, Brian “Walkingstick” Burgess também atende pela alcunha de El Dabber Libre, meu sagaz & fiel colaborador aqui no site. Ator, DJ, jornalista, produtor musical e gerente de delivery do Harborside Health Center – principal dispensário de maconha medicinal do mundo, localizado na Califórnia (EUA) – o cara ainda encontra tempo pra ser atleta – e não se trata de qualquer atleta, mas talvez de um dos únicos do planeta patrocinado pela indústria canábica! Decidido a não se tornar mais um “americano preguiçoso, gordo e diabético”, ele passou a correr há seis anos e, hoje, é especialista em provas de maratona e meia-maratona.

Paralelo a isso tudo, aos 33 anos Brian é um canabista dos mais dedicados, com quase duas décadas de fumaça no currículo. Já a iniciação no esporte coincidiu com sua  entrada no mercado da canábis.

“Comecei a correr para melhorar minha saúde, mas também para provar que fumar maconha não vai te deixar preguiçoso e desmotivado. Se algumas pessoas ficam assim é por conta de suas personalidades, e não pelo uso da erva”, reflete.

A rotina do atleta inclui treinos em dias intercalados, com percursos que variam de 5 a 12 quilômetros. “Antes de treinar eu costumo fumar um pouco de flor ou vaporizar um hash, de preferência sativa”, diz ele que – graças à legalização – tem acesso a toda sorte de buds, óleos e haxixes que se possa imaginar. Embora seja fã do dab, o atleta não costuma utilizá-lo no pré-treino, mas apenas nos dias de descanso e durante a noite. No entanto, depois de correr, ele legaliza geral e opta por flores & óleos de predominância indica, conhecidas pelo seu poder medicinal de relaxamento e combate à insônia. “A cannabis me ajuda de todas as formas, seja por motivar e ajudar a focar durante as corridas, ou por reduzir as tensões e a facilitar a recuperação depois.” Além de fumar, Brian também utiliza a maconha de forma tópica, através de uma loção feita à base da erva que ajuda a diminuir a dor muscular e a inflamação das articulações.

O patrocínio oferecido pelo Harborside Health Center, localizado na cidade de Oakland, inclui ajuda de custo para que o atleta participe das principais competições do estado, a exemplo da Meia Maratona de São Francisco, que rolou em junho, e na qual Brian percorreu 21 quilômetros em cerca de duas horas. “Tenho muito orgulho em representar os canabistas, ajudando a remover os estigmas associados ao uso da maconha”, finaliza.

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