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Teste de drogas através do cabelo não é confiável


Considerado um dos mais eficazes meios para detectar o uso de maconha em exames toxicológicos, o teste de drogas através do cabelo está com os dias contados. Pelo menos é o que sugere um novo estudo publicado na revista Scientific Reports. 

Segundo os pesquisadores da Universidade de Freiburg, na Alemanha, os testes toxicológicos com cabelos são imprecisos e podem acusar positivo até mesmo em pessoas que nunca consumiram maconha.

A pesquisa buscou avaliar a presença do delta-9-tetra-hidrocanabinol (THC), além de seus precursores THC-COOH e THCA-A.

Os resultados mostram que nem o THC e nem o THCA-A são incorporados ao cabelo humano em quantidades relevantes após de absorção sistêmica.

Da mesma forma, quem nunca utilizou maconha também corre o risco de testar positivo num exame capilar simplesmente por ter tido contato indireto com a erva. “O THC-COOH, cuja presença é considerada uma prova incontestável do uso de maconha,  foi encontrado nos segmentos de cabelos mais antigos, que cresceram antes da ingestão do THC”, afirma o estudo.

Os resultados mostram que “os três canabinoides podem estar presentes no cabelos de indivíduos que não consumiram maconha por conta da transferência através de usuários, através de suas mãos e suor”. Fatores ambientais – como a fumaça – também podem “impregnar” no cabelo e acusar positivo num teste do tipo.

Embora o exame toxicológico do cabelo não seja muito comum no Brasil, em alguns países – incluindo os Estados Unidos – ele é a peça-chave em processos trabalhistas e familiares. Com esta reveladora pesquisa em mãos, espera-se que os juízes passem a refletir e a solicitar, quando necessário, a realização de teste de drogas mais precisos, como os de sangue ou urina.

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