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Entidade alerta para riscos do uso de maconha na gravidez


“O uso de maconha durante a gravidez e amamentação representa danos potenciais”. De acordo com a American Medical Association (AMA) – principal organização médica dos Estados Unidos – esta mensagem deveria estar estampada em todos os itens de maconha medicinal e recreativa à venda no país.

Com poucas pesquisas na área, ainda não se sabe exatamente se há – e quais são – estes tais danos. Mas, preferindo errar pelo excesso de cautela, a entidade anunciou na última segunda-feira (16/11) que vai pressionar a favor de regulamentações que exijam tais avisos.

Segundo nota divulgada pela The Associated Press, a decisão foi tomada com base em estudos sugerindo que o uso da maconha na gestação pode estar associado com baixo peso do feto ao nascer, parto prematuro e problemas de comportamento em crianças pequenas.

Estatísticas apontam que, nos Estados Unidos, 5% das grávidas fazem uso de maconha. Nas periferias urbanas, o número pode atingir até 28%.

Atualmente, a maconha medicinal está legalizada em 23 estados norte-americanos, além de Washington, D.C. Já o uso recreativo também é permitido em locais como Alasca, Colorado, Oregon e Washington.

Vários desses estados exigem advertências de saúde nos rótulos dos produtos canábicos, mas o Oregon é o único estado que atualmente exige avisos em em dispensários a respeito do uso de maconha por mulheres grávidas.

Riscos

Há pesquisas que apontam ainda dificuldades de atenção durante a infância e pontuações mais baixas do que a média em resolução de problemas. Principal ingrediente ativo da maconha, o THC foi encontrado no leite de mulheres canabistas durante a amamentação.

E parece haver ainda alguns dados indicando que a erva pode afetar a qualidade e a quantidade de leite materno.

“Se há avisos semelhantes para o álcool e o tabaco, então por que não fazer a mesma coisa com a maconha, uma vez que se trata da droga ilícita mais utilizada durante a gravidez?”, perguntou Dr. Diana Ramos, médica ginecologista e obstetra de Los Angeles. Segundo ela, o objetivo da entidade é fazer uma exigência federal para que os sinais de alerta sejam adotados no país.

Críticos da AMA dizem que as evidências de dano são muito inconsistentes e que não cabem comparações, pois existem mais evidências científicas dos danos do álcool e do tabaco do que a maconha.

Grávidas da Jamaica

Embora também não exista comprovação de que o uso da erva é seguro na gestação, há estudos que seguem exatamente nesta direção. Ao avaliar as mulheres grávidas que fumam maconha na Jamaica, a pesquisadora Melanie Dreher não encontrou nenhuma relação direta entre o uso de cannabis e problemas para a criança após o nascimento.

Pelo contrário, a pesquisa sugeriu que a maconha pode ter melhorado o prognóstico dos bebês na medida em que ajudou as mães a se alimentarem melhor durante a gravidez.

Dúvidas e contradições à parte, o Maryjuana alerta: se estiver grávida, não custa nada reduzir um pouco o consumo de cannabis e tentar ingerir a mínima quantidade possível de fumaça. Lembre-se que sempre há o resto da vida pra queimar tudo até a última ponta!