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9 dicas para o dab perfeito (feat. El Dabber Libre)


Pioneiro ao explanar a cultura do dab em língua portuguesa, o Maryjuana agora te ensina a degustar os concentrados de maconha de forma perfeita.

Em parceria com nosso correspondente internacional El Dabber Libre – alcunha de Brian Walkingstick Burgess, gerente de vendas do maior dispensário de maconha medicinal do planeta – elaboramos um breve guia com 9 dicas para aprimorar a arte do dab.

Confira & boa viagem!

1) Atenção à temperatura

temperatura

Além dos efeitos mais acentuados, os concentrados de maconha também oferecem sabores intensos que, por sua vez, devem ser degustados em temperaturas mais baixas para que se preservem os voláteis terpenos. Em suma, acertar a mão na temperatura faz a diferença entre experimentar estes tais deliciosos sabores ou amargar um terrível gosto de queimado.

“O erro mais comum dos iniciantes no dab é achar que, quanto mais quente a agulha, melhor”, atesta El Dabber Libre. Segundo o especialista em concentrados, a temperatura ideal para extrair o melhor das extrações (com o perdão da redundância infame) gira em torno de 280ºC a 315ºC (ou 540ºF a 600ºF). “Mas é impossível saber a temperatura exata da agulha – seja ela de titânio, quartzo ou porcelana – quando se faz uso de maçarico para aquecê-la.”

Dessa forma, o único aparato que realmente garante a regulagem da temperatura são as agulhadas aquecidas eletronicamente, ainda raras no Brasil, mas cada vez mais comuns lá fora. Aos demais mortais que só contam mesmo com o auxílio do bom & velho maçarico, El Dabber Libre dá a dica: “aqueça a agulha até que comece a ficar incandescente, então pare e conte até 10 antes de dar o dab”.

2) Mantenha o bong sempre limpo

bonglimpo

Esqueça aqueles vidros sujos e aquela água que chega a estar marrom & espessa de tanta resina acumulada. Se você quiser sentir o verdadeiro sabor dos terpenos contidos nos concentrados de maconha, mantenha o bong sempre limpo! Para isso, basta mergulhar as peças de vidro numa solução de álcool com sal grosso (o sal ajuda a “esfoliar” a sujeira) até que a “craca” se solte.

A necessidade de limpeza varia conforme a frequência com que os equipamentos são utilizados. “Quando o vidro começa a ficar muito embaçado e cheio de resquícios de resina. Essa é a hora de limpar o bong”, recomenda El Dabber Libre.

3) Mantenha as ferramentas sempre limpas

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Fundamental para o sucesso do dab, a pinça utilizada para conduzir o hash até a agulha também deve estar sempre limpa. Mais do que garantir um sabor mais puro, a ação evita o desperdício de concentrado (que eventualmente pode se “fundir” à sujeira prévia e não mais queimar de forma adequada).

“Limpe constantemente, assim que notar que a pinça começa a ficar pegajosa”, ensina El Dabber Libre. Para isso, basta aquecer por poucos segundos a ponta da ferramenta, limpando-a na sequência com um pedaço de papel higiênico ou similar.

4) Invista numa agulha de qualidade

porcelana

Titânio, quartzo e porcelana são os materiais mais comuns com os quais são feitas as agulhas utilizadas no consumo de concentrados canábicos. Cada uma delas possui suas próprias vantagens e desvantagens, abrangendo fatores que vão de preço e durabilidade, a sabor e redução de danos.

“Minha agulha favorita é a de porcelana”, diz El Dabber Libre, “pois mantém mais o calor e é mais saudável do que o titânio”.

5) Solte a fumaça

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Outro erro comum entre os iniciantes no dab – sobretudo àqueles acostumados a fumar maconha – é segurar a fumaça, o que provoca ataques de tosse homéricos e pode até mesmo causar um repentino “teto preto”.

Ao contrário do “acende, puxa, prende e passa”, no caso do dab vale a máxima: “esquenta, derrete, puxa e solta”. “Assim que terminar de tragar, solte a fumaça imediatamente”, recomenda El Dabber Libre.

6) Mantenha os extratos na geladeira

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Seja lá de qual tipo forem (iceolator, wax, rosin, etc), o fato é que os concentrados de cannabis são perecíveis e sensíveis à temperatura. Portanto, mantenha-os sempre estocados na geladeira. “Quanto mais variar a temperatura, mais os extratos mudarão de estado físico, podendo derreter, endurecer, etc. Quanto menor essa variação, melhor para manter a qualidade e o sabor do produto”, confirma El Dabber Libre.

Evite deixar as extrações expostas ao sol e, caso não tenha como guardar em geladeira, mantenha-as no local mais fresco possível (isso vale para o caso de transporte durante viagens mais longas).

7) Tenha bom senso

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Não se emocione e não exagere na dose. Saiba seu limite e aposte na moderação. Lembre-se que os concentrados são potentes: não precisa de uma dose muito grande por vez para fazer a cabeça.

Lembre-se também que se tratam de produtos raros & caros, então não desperdice-os em “hits” maiores do que sua cabeça (e seu pulmão) aguentam. Seja humilde, pois quem tira muita onda nem sempre aguenta o tranco.

8) Sempre alerta

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Por envolver materiais quentes e inflamáveis – como agulhas incandescentes e maçaricos – o dab requer atenção máxima por parte dos usuários para que ninguém se queime durante as sessões. “Shit is hot”, define sabiamente El Dabber Libre (dessa vez dispensando qualquer tradução!). Fique atento aos objetos quentes e mantenha tudo sempre longe das crianças e animais domésticos, incluindo as explosivas latas de butano utilizadas para recarregar a maioria dos maçaricos.

9) Não consuma qualquer coisa

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Por último, mas não menos importe: não consuma qualquer concentrado de procedência duvidosa, sobretudo se envolverem solventes em sua preparação. “Em mercados não regulados, como é o caso do Brasil, infelizmente podem predominar produtos mal feitos, mal purgados e com resquícios de solvente, representando um risco à saúde dos usuários”.

Para reconhecer os bons dos maus concentrados, sobretudo os extraídos com gás butano (BHO), preste atenção ao aroma e na forma como reagem ao calor. “Jamais consumam extrações que estalem ou soltem pequenas faíscas em contato com a agulha quente, pois este é um sinal claro de produto mal purgado”, ressalta El Dabber Libre.