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Maconha: o cachorro botânico


Faceiro que só, o poeta Vinícius de Moraes costumava dizer por aí que “o uísque é o melhor amigo do homem; o uísque é o cachorro engarrafado”. Seguindo a lógica do poetinha e adaptando a máxima ao universo da psicologia canábica, pode-se dizer que a maconha é o “cachorro botânico”.

Ainda mais para quem vai além de fumar – e se dedica a cultivar a própria erva – os vínculos emocionais com a planta são ainda mais profundos & inevitáveis.

A começar pela questão da companhia. Da mesma forma como os cães são fieis e geralmente inseparáveis de seus donos, assim é a erva para o bom canabista. Sempre atenta e presente – desde que cultivada com amor – a maconha muitas vezes faz o papel de ouvinte e fiel companheira.

Na mesma medida, a erva também pode ser uma eficiente conselheira, disposta a provocar reflexões úteis à evolução pessoal dos usuários. Não por acaso, a cannabis tem sido utilizada em rituais místicos ao longo dos séculos.

Impossível negar também a relação de dependência que se desenvolve entre a planta e o usuário, sobretudo em se tratando dos jardineiros novamente. Não se trata, contudo, de dependência física ou psicológica, como poderiam erroneamente supor os mais desavisados. Aliás, a relação aqui consiste muito mais em afeto do que em dependência, da mesma forma como acontece com os cães – voltando à comparação com a metáfora etílica do poeta.

Afinal, só quem ama muito sabe a necessidade de planejar com antecedência e, algumas vezes, até abrir mão de certas viagens ou saídas mais longas, por causa do animalzinho (ou plantinha) que não pode ficar sozinho por muito tempo…Assim como acontece com os pets, para crescer com saúde a cannabis demanda atenção, cuidados e alimentação balanceada.

Indo além num argumento mais evolutivo à la Carl Sagan, o neurocientista brasileiro Dr. Sidarta Ribeiro também comparou a erva aos cães na interessante reflexão a seguir. Confira e tire suas próprias conclusões: