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Flórida aprovará maconha medicinal nas eleições, aponta pesquisa


A maconha medicinal será aprovada na Flórida nas eleições de novembro, mostrou uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (11) pelo Laboratório de Opinião Pública (PORL) da Universidade do Norte da Flórida, dois anos depois de os eleitores terem dito não ao uso da cannabis terapêutica em uma consulta similar.

A maioria dos eleitores da Flórida (77%) disseram que votarão a favor da Emenda 2, que permitiria o uso medicinal da maconha neste estado do sudeste americano. Apenas 18% disseram ser contra e 4% se mostraram indecisos, segundo pesquisa, feita com 700 eleitores entre 27 de setembro e 4 de outubro.

“Não só os democratas lhe dão grande apoio, mas os republicanos também”, disse Michael Binder, diretor do PORL.

Embora a maioria deste apoio venha das pessoas menores de 34 anos, “os eleitores maiores de 65 são favoráveis a legalizar a maconha medicinal”.

A mesma pesquisa no mesmo período, realizada em 2014 pela mesma instituição, deu que 67% dos eleitores da Flórida apoiavam a medida. Mas na ocasião, as pessoas votaram contra.

“É estupendo saber que estamos 10 pontos acima do que estivemos neste estágio da última campanha (2014)”, disse à AFP Bianca Garza, porta-voz da ONG United For Care, que defende a Emenda 2 na Flórida.

Por isso, “por muito positivos que sejam os novos números, não os damos por contados. A batalha não terminou”, disse a porta-voz.

Apoio de jornais

Uma dezena de jornais da Flórida manifestaram em editoriais seu apoio à maconha medicinal. Um dos mais recentes foi o “Panama City News Herald”, que escreveu que a 2ª Emenda é “compassiva e de senso comum”.

“Os moradores da Flórida deveriam ter a chance de evitar os riscos de dependência e overdose que comportam os analgésicos legais e poder usar, em troca, a maconha medicinal para tratar dores crônicas, náusea e outras condições”, escreveu em editorial o jornal em 3 de outubro, mudando sua posição com relação a 2014.

Até o momento, 25 dos 50 estados americanos, além da capital, aprovam o uso médico de cannabis e alguns também o recreativo.

*Fonte: AFP, via G1