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Poesias Marolas #2: Voz


“Aos calados, dei a voz.
Aos esquecidos, memórias.
Na boca dos bons malandros fiz história!
Quentes, frias, vagas, eufóricas!
Guiei revolucionários às glorias.
De tantas vitórias, fui ascensão.
Causas, motivos, efeitos.
Posso ser vista de muitos jeitos:
Para uns, demônio. Outros, religião.
Fiz parte da própria evolução!
Se o homem nasceu do barro,
Minhas raízes seguem plantadas no chão.
Sou verde, vida, esperança.
Onda do mar que dança,
Ressaca, calmaria…
Brisa que sopra todo dia,
Habito as canções e as melhores melodias.
Entre os dedos, de seda me visto,
Na gala da noite sou o mais sincero sorriso!
Branco como a luz da lua.
No show da vida, protagonista.
Oprimido e discriminado
Me chamam “O barato do artista!”
Sem ser, fui condenado.
Julgada sem merecer.
Chamada de ameaça,
Como se minha fumaça fosse nociva a sociedade.
Quando na realidade,
Só trago a paz, tranquilizo.
Desacelero o mundo.
Um amigo,
Que vê o mundo diferente
Não com a maldade da mente
Daquele que me chamou de
MACONHA.”

*Por Poesias Marolas (IG: @poesiasmarolas)