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Exposição aos canabinoides não prejudica adolescentes


Ao que tudo indica, a maconha não é tão prejudicial aos adolescentes quanto afirmam os proibicionistas. E tem mais: a exposição aos canabinoides pode, inclusive, ser benéfica à memória dos jovens na vida adulta.

Pelo menos é o que sugere uma nova pesquisa publicada na revista Frontiers in Behavioral Neuroscience.

Conduzido por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, o estudo feito com animais parte do pressuposto de que a cannabis é “uma substância ilícita prevalente usada por jovens, sendo que vários estudos indicaram que o uso por adolescentes pode levar a déficits cognitivos de longo prazo, incluindo problemas de atenção e memória“.

“No entanto, os estudos pré-clínicos em animais que observaram tais déficits cognitivos após a exposição aos canabinoides durante a adolescência utilizam a administração experimental de doses de canabinoides que podem exceder o que um organismo escolheria tomar, sugerindo que contingência e dose são fatores críticos que precisam ser abordados em modelos de tradução de consequências da exposição aos cannabinoides”, prosseguem os cientistas.

Após desenvolverem um paradigma de autoadministração de canabinoides em ratos machos, eles descobriram que a autoadministração em adolescentes do agonista do receptor canabinoide identificado como WIN55,212-2 – ou, simplesmente, WIN – resultou em memória de trabalho aprimorada durante a idade adulta dos animais.

Machos e fêmeas

Dadas as “diferenças de sexo conhecidas tanto na autoadministração da substância quanto nos processos de aprendizagem e memória, é possível que a exposição aos canabinoides tenha diferentes conseqüências cognitivas nas mulheres”.

Portanto, esse novo estudo “teve como objetivo explorar os efeitos de autoadministração versus WIN administrada por experimentador em fêmeas na função cognitiva durante a vida adulta”.

Enquanto a autoadministração de WIN na adolescência não teve efeitos significativos na memória espacial de curto prazo ou na memória de trabalho adulta, “a administração de WIN pelos experimentadores resultou em melhor desempenho da memória de trabalho das cobaias quando adultas”.

Conclusão

Dessa forma, conclui-se que “a exposição aos canabinoides resulta em melhorias ou nenhuma alteração no desempenho da memória de trabalho adulta em ratos do sexo feminino, semelhante aos resultados anteriores encontrados em machos”.

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