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Teoria da maconha como “porta de entrada” é uma falácia


As décadas de propaganda anti-maconha foram desgraçadamente eficazes ao propagar as mais variadas mentiras sobre a planta.

E se tem uma mentira que “pegou” e, até hoje, é reverberada por proibicionistas de todas as estirpes é a da “escadinha das drogas”, segundo a qual a maconha seria a “porta de entrada” para substâncias mais pesadas.

Tal afirmação não passa de uma “falácia”, segundo relatório lançado no início do mês pelo Benjamin Center for Public Policy Initiatives, entidade ligada à Universidade do Estado de Nova York New Paltz, dos Estados Unidos.

“Há provas convincentes e duradouras de que a maconha não é uma droga de entrada”, ressalta o documento, que rejeita explicitamente as alegações de que os canabistas são mais suscetíveis ao uso de outras substâncias ilícitas.

“São os mitos, e não a cannabis, que possuem efeitos perigosos”, afirmam os estudiosos, atribuindo tanta desinformação sobre a erva a “fatores políticos não baseados em evidências tanto na esquerda como na direita”.

Chovendo no molhado

O estudo da Benjamin Center for Public Policy Initiatives é o mais atual sobre o tema, mas está longe de ser o primeiro a derrubar a teoria da “escadinha das drogas”.

Em 2012, uma pesquisa envolvendo mais de 14.500 alunos do ensino médio de 120 escolas dos Estados Unidos mostrou que, se existe uma tal “porta de entrada” para as drogas, ela está localizada na garrafa de bebida alcoólica mais próxima.

Outro estudo, de 2015, também contestou a teoria da “porta de entrada” ao alegar que são as motivações pessoais que levam as pessoas ao uso de determinadas drogas – e não uma substância específica.

Além disso, em um excelente artigo publicado em 2014, o pensador Charles Eisenstein deu pistas sobre o que está por trás de tanta mentira propagada sobre a maconha: “talvez a maconha seja uma porta de entrada de outra natureza – a porta de entrada para a descriminalização de outras drogas, e mais além disso, para um mais compassivo e humilde sistema judiciário que não se baseie em punições. Ainda mais abrangente, talvez nos ofereça uma porta de entrada para fora dos valores da máquina e em direção a valores mais orgânicos, a um mundo simbiótico, a um mundo ecológico, e não a uma arena de separados e competitivos “outros” contra os quais devemos nos proteger e os quais devemos conquistar e controlar. Talvez os conservadores estivessem certos. Talvez a legalização da droga signifique o fim da sociedade tal qual a conhecemos hoje”.

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