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Conheça as 5 causas de emergências médicas relacionadas à cannabis no Colorado


Já estamos cansados de saber que o uso de maconha, por si só, não é capaz de causar overdose – nem muito menos matar.

Mas, ainda assim, a erva – ou o mau uso & manuseio da mesma – pode levar algumas pessoas ao hospital, conforme atesta levantamento feito no Colorado, estado norte-americano onde a cannabis está legalizada para fins recreativos desde 2014.

Segundo o estudo publicado no American Journal of Health-System Pharmacy, existem cinco principais emergências médicas relacionadas ao uso de cannabis, listadas a seguir.

“O número de visitas ao departamento de emergência relacionadas à cannabis quase dobrou desde que a erva foi legalizada no Colorado, sendo que os não-residentes no estado representam a maioria dos casos”, afirmam os autores.

Mas, antes que proibicionistas tirem conclusões precipitadas, vale ressaltar que, embora a legalização possa estar correlacionada com as estatísticas apuradas de alguma forma, isso não significa um vínculo de causalidade. Uma das causas apontadas a seguir, por exemplo, sequer envolve a planta.

Confira:

1- Ingestão pediátrica

Estudos prévios já confirmaram que a legalização da maconha não elevou as taxas de uso entre menores de 18 anos. No entanto, desde que o uso da erva foi autorizado no Colorado, houve um aumento na intoxicação pediátrica acidental.

“As crianças correm um risco especial de se intoxicarem com cannabis porque alguns produtos alimentares contendo canabinoides – conhecidos como “edibles” – são extremamente parecidos com os doces regulares”, explicam os autores parecem extremamente parecidos com os doces regulares”, explicaram os autores da pesquisa.

“Além disso, descobrimos que a gravidade dos sintomas causados ​​pela exposição à maconha piorou devido à alta concentração de THC em alimentos comestíveis”.

Por este motivo, muitos estados norte-americanos têm adotado medidas para reduzir o consumo acidental de maconha por crianças – incluindo a proibição de embalagens com desenhos animados ou outras imagens atrativas aos pequenos. Mas, no fim das contas, a responsabilidade acaba recaindo sobre os pais, que devem redobrar a atenção com os “edibles” que levam para casa.

2- Intoxicação aguda

“Historicamente, casos sérios de toxicidade causadas por maconha em adultos quase não eram relatados”, afirma o estudo. Contudo, o aumento da concentração de THC – além da maior liberdade em recorrer aos médicos – fez crescer o números de casos de intoxicação aguda em adultos, quase sempre relacionados ao uso de produtos comestíveis.

Além disso, o aumento do turismo canábico no estado pode ajudar a justificar tal estatística, pois usuários inexperientes podem facilmente passar da conta e experimentarem efeitos colaterais indesejáveis – mas não fatais – como sonolência.

3- Síndrome de Hiperemese por Canabinoide

A Síndrome de Hiperemese por Canabinóide (SHC) é uma condição rara que está surgindo na medicina, embora sua caracterização exata ainda seja controversa e divida opinião entre os profissionais de saúde.

O transtorno – que pode estar associado ao consumo excessivo e regular de cannabis – é caracterizado por episódios regulares de vômito e dores abdominais.

O levantamento feito no Colorado relata o caso de um homem de 32 anos, que chegou ao Denver Health Medical Center após vomitar por mais de 12 horas.

4- Canabinoides sintéticos

Também chamados de “spice“, os canabinoides sintéticos não são maconha – e, por este motivo, nem deveriam figurar nesta lista.

Tais substâncias consistem em análogos químicos destinados a imitar os efeitos da cannabis, mas – graças à sua produção clandestina e falta de controle de qualidade – podem causar uma série de sintomas graves, podendo levar até à morte!

Com a cannabis legalizada no Colorado, é de se estranhar que algumas pessoas ainda recorram a alternativas não regulamentadas e de origem duvidosa, quando podem ter acesso ao melhor que a natureza oferece.

5- Lesões causadas por acidentes ao produzir extratos de maconha

Mesmo com alternativas legais e seguras, ainda há muita gente que se arrisca a fazer suas próprias extrações de cannabis à base de solventes, como o gás butano. Enquanto extratores profissionais possuem equipamentos e processos de segurança rigorosos, os amadores arriscam-se em extrações caseiras com pouca – ou nenhuma – infraestrutura.

O resultado disto é o aumento do número de casos de lesões causadas por explosões e queimaduras ao produzir concentrados, a exemplo do BHO.

Métodos de extração sem o uso de solventes – como ice-o-lator, kief e rosin – são os mais indicados para quem deseja fazer concentrados em casa.