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Ativista e usuário medicinal de cannabis, Gilberto Castro é surpreendido pelo Denarc/SP


Símbolo da luta pelo direito ao cultivo caseiro e uso medicinal de cannabis, o paulistano Gilberto Castro levou um susto nesta última quarta-feira (21/3), quando recebeu em sua casa a visita de agentes do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (DENARC) da capital paulista. 

No meio canábico, não há quem não conheça Gilberto Castro. Portador de esclerose múltipla, Gil não esconde de ninguém que usa e cultiva cannabis com o propósito de combater os terríveis sintomas da doença, com a qual lida desde 1999.

Um dos principais porta-vozes brasileiros do uso medicinal da erva, Gil é defensor ferrenho do direito ao cultivo caseiro, sobretudo como alternativa aos caros canabinoides importados.

Habeas corpus preventivo

Decido a lutar pelo direito a cultivar seu remédio, no ano passado Gil entrou com pedido de habeas corpus preventivo na Justiça Federal para assegurar a legalidade de seu jardim. Negada liminar, o processo foi parar nas mãos do Denarc/SP.

“A juíza negou a liminar e oficiou a Polícia Militar e a Polícia Civil, que pediu autorização ao Judiciário para invadir e confiscar as plantas de Gil”, conta o advogado do caso, Dr. Cristiano Maronna, explicando ainda que, no processo de Habeas Corpus, foi citado o fato do paciente já estar cultivando maconha com fins medicinais.

Eis que a polícia bate à porta…

Sendo assim, na tarde de quarta-feira (21/3), Gilberto Castro foi surpreendido com a visita de dois agentes policiais, que tinham ordem de buscar plantas de maconha em sua residência.

Muito educados e solidários com a condição de saúde de Gil, os policiais o pouparam de revistas e buscas vexatórias, “deixando tudo no lugar”, como descreveu o ativista durante transmissão ao vivo feita pela equipe da Associação Cultura Canábica de São Paulo (ACUCA/SP).

“Os agentes disseram que estavam envergonhados de vir até minha casa, mas que haviam recebido uma ordem e, portanto, foram obrigados a cumpri-la”, explicou Gil após sair da delegacia, onde prestou depoimento.

Vai ter planta

Por sorte de Gil, que no momento está sem plantas após um ataque de pragas, os agentes não encontraram nenhuma prova contra ele. Caso tivessem encontrado, o paciente correria o risco de ficar sem o seu tão precioso medicamento devido ao proibicionismo hipócrita que ainda impera no Brasil.

Após o susto, Gil – sempre muito simpático e bem-humorado – comemorou nas redes sociais com a hashtag #vaiterplanta

Clique aqui para saber mais sobre o uso de maconha em pacientes com esclerose múltipla.

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