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THC pode ajudar na recuperação de pacientes com anorexia nervosa


A anorexia nervosa é um distúrbio alimentar que afeta cerca de 3 milhões pessoas no mundo. O tratamento é complexo e existem poucos medicamentos que efetivamente podem ajudar os pacientes. Recentemente, pesquisadores israelenses observaram que o Δ9-Tetraidrocanabinol (Δ9-THC) pode ser um ótimo aliado no combate a este distúrbio.

Pessoas com anorexia nervosa apresentam baixo peso corporal, um forte desejo de serem magras e medo de ganhar peso. Além disso, mesmo estando abaixo do peso ideal, muitas pessoas com anorexia se vêem acima do peso, o que as fazem restringir a alimentação. Elas comem apenas pequenas quantidades e só certos alimentos.

As complicações da anorexia incluem osteoporose, infertilidade e danos ao coração. Nas mulheres, muitas vezes ocorre amenorreia (ausência de menstruação).

TRATAMENTO

O tratamento da anorexia envolve basicamente a recuperação de peso e o tratamento dos problemas psiquiátricos subjacentes. Os medicamentos disponíveis atualmente não atuam no aumento do peso em si, mas sim na redução da ansiedade e depressão associadas ao distúrbio. Apenas 40-50% dos pacientes com anorexia conseguem uma recuperação estável.

A anorexia nervosa afeta cerca de 3 milhões de pessoas no mundo. Menos da metade consegue uma recuperação estável.

ESTUDO ISRAELENSE

Recentemente, um estudo conduzido por duas universidades israelenses (Hebrew University-Hadassah Medical School e Haifa University) evidenciou que o Δ9-THC, um componente da maconha, pode ser útil na recuperação de pacientes com anorexia nervosa.

Dez mulheres participaram do estudo, todas com diagnóstico de anorexia nervosa. Durante quatro semanas as pacientes ingeriram 2 miligramas de Δ9-THC por dia, dissolvido em óleo de oliva. O Δ9-THC é o principal componente psicoativo da maconha, e é ele o responsável pelo efeito de estimulação do apetite, comumente conhecido como “larica”.

Os pesquisadores observaram que o tratamento com o Δ9-THC foi capaz de aumentar o peso das pacientes. Além disso, também houve melhora de parâmetros psicológicos tais como, depressão, ascetismo e humor.

*Por Lia Esumi: Bióloga, MS/PhD em Psicobiologia e colaboradora no Maryjuana.

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