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Maconha favorece a cognição em pacientes com bipolaridade, aponta estudo

Segundo estudo, pacientes bipolares que usaram maconha tiveram melhor desempenho em testes de atenção, velocidade e memória do que os demais.

Mais uma excelente notícia para destruir mitos e justificar o uso medicinal da maconha! Resultados de um estudo norte-americano inédito apontam que pacientes bipolares com histórico de uso de canábis apresentam melhor função cognitiva do que aqueles que nunca consumiram a erva.

Conduzida pela equipe do Hospital Hillside Zucker em Glen Oaks, Nova Iorque, a pesquisa demonstrou que portadores de transtorno bipolar I que utilizaram maconha obtiveram melhor desempenho em testes de atenção, velocidade de processamento e memória do que os demais, segundo relatório divulgado pela revista Medical News.

“Isso sugere que o consumo de canábis pode ter um efeito benéfico sobre o funcionamento cognitivo em pacientes com transtornos psiquiátricos graves”, disse Raphael Braga, um dos coordenadores do estudo. “No entanto, também é possível que estes resultados sejam devido à exigência de um certo nível de função cognitiva e habilidades sociais para  a aquisição de substâncias ilícitas”, completou o pesquisador.

Foram avaliados 200 pacientes com transtorno bipolar I, sendo que 50 utilizaram cannabis – o que, na linguagem médica dos gringos, é chamado de “Cannabis Use Disorder” (CUD), ou seja, “transtorno por uso de canábis”. Todos foram submetidos a avaliações clínicas e completaram uma bateria de testes para medição do funcionamento neurocognitivo.

Não houve diferenças significativas entre os pacientes que fumaram maconha e aqueles que não o fizeram, relataram os pesquisadores à revista Psychiatry Research. Contudo, os pacientes com “Transtorno por Uso de Canábis” eram mais propensos a ter um histórico de psicose do que os não-usuários, na proporção de 82% versus 67,3%.

Mas, seja como for, o fato é que os pacientes que fumaram maconha apresentaram melhor atenção, velocidade de processamento e memória de trabalho do que os caretas, colocando em xeque velhos estereótipos de maconheiros “burros” e “lerdos”.

“Esperamos que os resultados desse estudo ajudem a orientar e incentivar futuros trabalhos na área, elucidando o possível impacto do uso de maconha no transtorno bipolar”, declararam os pesquisadores.

**com informações do site Medical News.

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