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Que fino, que nada! Para bom canabista, os finos são imperdoáveis – a não ser em situações excepcionais ou de seca extrema. Em todos os outros casos, vale muito mais a pena apertar uma bucha. E não se trata de esbanjamento, pois, da mesma forma que o barato sai caro, os finos podem representar mais desperdício do que a economia ou praticidade que deles se esperam.

Mas, afinal, o que caracteriza um fino? “Começa a afinar quando o palito de fósforo fica muito justo na hora de pilar”, sentencia ninguém menos do que Capitão Presença na pele do jornalista Matias Maxx, editor da revista semSemente e membro vitalício do Conselho Editorial MaryJuana.  

fino

Por outro lado, temos que admitir a utilidade da perna de grilo em momentos emergenciais e extremos. Já ouviu a expressão “fino de cadeia” por aí? Pois é, pra quem vive atrás das grades, um fino é salvador. Períodos de entressafra, secas e demais situações emergenciais também desembocam invariavelmente nas pernas de grilo. Ainda assim, muitas vezes acaba valendo mais a pena investir numas bongadas certeiras do que na instabilidade traiçoeira de um fino nem sempre bem bolado. 😛

Foto by Jillian Anderson

A seguir, confira os 6 motivos para não apertar um fino a esmo:

1- Maior probabilidade de “jacarés“: A questão do desperdício começa por aqui: você tem pouca erva e pensa que, bolando uma perna de grilo, vai economizar. Nem sempre. Os finos apresentam maior probabilidade de queimar errado, ocasionando o popular “jacaré”. Não vacile: em tempos de seca, invista numas bongadas. Afinal, qualquer pipoquinha rende muito mais quando tostada num bong.

2 – Mais difícil de fumar: A espessura estreita entre as paredes do cigarro dificulta a passagem do ar, o que requer muita precisão na tragada. “Há finos e finos. Tem fino que fica difícil de fumar de tão fino – esse é horrível, você se esforça e no fim pensa que chapou, mas só está cansado mesmo”, pondera Raoni Mouchoque, da Rádio Legalize.

3- Faz mal à saúde: É óbvio: menor e com menos “recheio”, o fino proporciona tragadas mais quentes do que num baseado bem-dotado. Sem falar que, muitas vezes, você acaba fumando muito mais papel do que ganja. “E o que faz mal é o papelzinho”, como diz Maria Alice Vergueiro no épico Tapa na Pantera. 

4- Desperdício de seda: Para bolar um fino, é preciso cortar parte da seda, seja no comprimento ou largura. O que sobra é geralmente inutilizado.

5- Mais difícil de apertar: Não é qualquer um que domina a arte de apertar um fino decente e capaz de queimar de forma uniforme. É preciso dichavar muito bem e distribuir a erva na proporção exata para não “jacarezar” à primeira tragada.

6-Mais difícil de queimar: Se tiver haxixe ou a erva for muito resinada, o fino tem ainda mais chances de “travar”, impossibilitando a tragada.

Como já diriam os MC’s Perna e Alicate, “perna de grilo, não”:

*Foto (abertura): Jillian Anderson 

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