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Uso de maconha pode amenizar sintomas do transtorno bipolar


Caracterizado pela alternância de humor (euforia X depressão), o transtorno bipolar é um dos motivos que mais levam pessoas de diferentes idades aos consultórios psiquiátricos em todo o mundo.

No Brasil, estima-se que a doença atinja cerca de 6 milhões de pacientes, segundo dados da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB).

Para tratar o distúrbio, os psiquiatras costumam receitar uma série de remédios com nomes complexos e possíveis efeitos colaterais devastadores, como Clozapina, Lamotrigina, Olanzapina, Quetiapina e Risperidona – fornecidos, inclusive, através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Pois adivinha qual planta é capaz de auxiliar no tratamento do transtorno bipolar sem oferecer maiores riscos à saúde? A maconha, claro!

Pelo menos é isso que garante um novo estudo conduzido numa parceria da Harvard Medical School, Tufts University e McLean Hospital.

De acordo com os pesquisadores, inalar maconha pode ajudar no combate aos sintomas do transtorno bipolar sem oferecer qualquer impacto negativo à cognição.

Transtorno bipolar X cannabis

Publicado em junho na revista PLos ONE, o levantamento teve como objetivo determinar o impacto da maconha sobre o humor em pacientes bipolares, com foco adicional na função cognitiva. “A cannabis é a substância ilícita mais utilizada por pessoas diagnosticadas com transtorno bipolar I”, afirma o resumo do estudo. “No entanto, há evidências conflitantes quando se trata de avaliar se a erva alivia ou agrava a sintomatologia.”

A pesquisa envolveu 12 pacientes com transtorno bipolar que fumam cannabis (MJBP), 18 pacientes bipolares que não fumam (BP), 23 usuários de maconha sem outra patologia (MJ), e 21 controles saudáveis (HC).

Após a execução de testes neuropsicológicos, constatou-se que, “embora os grupos MJ, BP, e MJBP tenham apresentado algum grau de comprometimento cognitivo em relação ao HCs, não houve diferenças significativas entre os grupos BP e MJBP”.

Controle do humor

Além disso, os participantes classificaram seu humor três vezes por dia, durante quatro semana. Os maconheiros com transtorno bipolar apresentaram uma “diminuição substancial” em sintomas relacionados ao humor.

Ou seja: ao contrário dos remédios convencionais e seus efeitos colaterais, a maconha é capaz de auxiliar no tratamento do distúrbio sem oferecer qualquer prejuízo à saúde.

Convém lembrar que este não é o primeiro estudo envolvendo uso de cannabis, cognição e bipolaridade. Em 2012, por exemplo, já tinha cientista seguindo a mesma linha.

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