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Pesquisadora recebe US$ 3,9 mi para estudar terpenos da cannabis


Terpenos da cannabis são alvo de pesquisa, que angariou subsídio de US$ 3,9 milhões nos Estados Unidos.

Dotados de vasto potencial terapêutico, os terpenos da cannabis estão cada vez mais na mira dos cientistas.

É o caso de Ziva Cooper, diretora da Iniciativa de Pesquisa em Cannabis, que no último mês de março recebeu uma doação de US$ 3,9 milhões (ou cerca de R$ 20 milhões) para aplicar em uma pesquisa para determinar se os terpenos da cannabis podem auxiliar na redução da dor e do uso de medicações opioides.

O subsídio foi fornecido pelo Centro Nacional de Saúde Integrativa e Complementar dos Instituto Nacional de Saúde .

Ziva Cooper é professora de psiquiatria e ciências bio-comportamentais na UCLA, em Los Angeles, na Califórnia.

Terpenos da cannabis X dor crônica

Ela e sua equipe de cientistas vão se dedicar à investigação de dois terpenos em particular – o mirceno e o beta-cariofileno, ambos muito comuns na maconha.

O estudo determinará se as substâncias são eficazes no tratamento da dor por conta própria ou aprimorando as propriedades do THC.

“A dor crônica é um fardo significativo para a saúde pública e existem poucos tratamentos eficazes que causam muitos efeitos adversos que limitam o seu uso”, declarou a pesquisadora em um comunicado à imprensa.

Esta não é a primeira vez que Cooper consegue levantar fundos para suas pesquisas com cannabis.

Em 2019, outro estudo comandado por ela e sua equipe recebeu subsídio de US $ 3,5 milhões, desta vez para investigar como a erva e os canabinoides afetam homens e mulheres de maneira diferente – especialmente para o tratamento da dor.

Estima-se que existam mais de 200 terpenos encontrados na maconha, de acordo com um estudo de 2011, com vários mostrando o potencial para possíveis benefícios terapêuticos.

Além da cannabis, o mirceno é encontrado em mangas, lúpulos, folhas de louro e tomilho.

O beta-cariofileno, por sua vez, também é encontrado em pimenta do reino, cravo, lúpulo e alecrim.

*Foto: UCLA

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