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Ícone da ciência canábica, Elisaldo Carlini morre aos 91 anos


Com mais de meio século de vida dedicado à pesquisa sobre cannabis, professor e médico Elisaldo Carlini morreu nesta quarta-feira (16/9), aos 91 anos.

Dia de luto para a ciência canábica internacional. Faleceu hoje(16/9) o professor e médico Elisaldo Carlini, um dos pioneiros da Farmacologia no Brasil, que dedicou sua extensa carreira ao estudo das drogas psicotrópicas, com destaque para a cannabis.

Formado em Medicina pela Escola Paulista e Medicina (EPM/Unifesp) em 1956, Carlini era professor emérito da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp).

Uma dos maiores especialistas em entorpecentes do mundo, Carlini foi o responsável por colocar o canabidiol (CBD) em pauta na ciência mundial através de estudos pioneiros.

Pesquisa pioneira

Em 1970, Carlini foi o primeiro a investigar a ação anticonvulsivante da maconha, e contou até com a colaboração do pesquisador israelense Raphael Mechoulam, conhecido como o “pai do THC” por ter descoberto o canabinoide.

Também é o fundador do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Universidade Federal de São Paulo, responsável pela realização de pesquisas e publicações científicas sobre drogas.

Um homem à frente do seu tempo – especialmente em um país que insiste em cultivar a proibição e os preconceitos como o Brasil – Carlini chegou a ser perseguido e acusado de apologia devido ao seus trabalhos pioneiros sobre maconha.

Aos 91 anos, completados em junho, ele estava lidando com um câncer já há algum tempo.

Confira nota oficial do CEBRID sobre a morte de Elisaldo Carlini

“O Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) manifesta profundo pesar pelo falecimento do professor doutor ELISALDO LUIZ DE ARAUJO CARLINI, ocorrido nesta quarta-feira, 16 de setembro de 2020.

Médico, pesquisador, fundador do CEBRID e professor emérito da UNIFESP, Prof. Carlini parte aos 90 anos, mas deixando um legado de mais de 50 anos dedicados ao estudo de drogas psicotrópicas no Brasil. Em especial, seus trabalhos sobre a maconha medicinal, colocou o CBD no foco da ciência brasileira e do mundo para o tratamento de convulsões, epilepsia, esclerose múltipla e dor crônica.

A memória do professor, hoje símbolo da pesquisa canábica no Brasil, permanecerá viva e sua herança científica norteando nossa ciência brasileira. Infelizmente não há como dimensionar a quantidade de pessoas ajudadas por seus esforços; não só como pesquisador, mas também como amigo.

O CEBRID se solidariza com familiares e amigos, e expressa as mais sinceras condolências pela inestimável perda.”

*Foto: Ana Cocolo/DCI Unifesp

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