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O fenômeno “jay-dar”: será que é possível reconhecer maconheiros só pela aparência?


Pesquisadores observaram que, assim como o “gay-dar” (“gay+radar”, o “radar gay”), habilidade em conseguir identificar quem é gay ou não apenas pela aparência, o “jay-dar” também é uma realidade.

O termo “jay-dar” se refere à habilidade que algumas pessoas possuem em reconhecer os “jays”, ou pessoas que fumam baseados, “joints” em inglês.

Em um artigo científico recentemente publicado, pesquisadores americanos explicam que as pessoas, quando são expostas à imagens de rostos, fazem rápidos julgamentos – em fração de segundos – sobre traços da personalidade, como inteligência, confiabilidade, agressividade, e orientação sexual. Eles também explicam que, em alguns casos, os julgamentos correspondem à realidade, e decidiram verificar se o fenômeno ocorria com as pessoas que fumam, ou não, maconha.

No estudo, um grupo de avaliadores voluntários observou imagens de pessoas maconheiras e não maconheiras. Os pesquisadores ressaltam no artigo que todas as pessoas das imagens vestiam “roupas normais” e que a proporção de homens e mulheres era igual. Para cada imagem o voluntário tinha que indicar em uma escala a probabilidade da pessoa da imagem fumar maconha ou não.

No estudo, as pessoas das imagens vestiam “roupas normais” e a proporção de homens e mulheres era igual.

E não é que os maconheiros são realmente identificáveis? Na maioria das vezes, quando o voluntário respondia que a pessoa da imagem provavelmente fumava maconha, o palpite estava correto.

Outro resultado interessante foi que, se o(a) avaliador(a) era “careta”, maior era a probabilidade de julgar os homens como usuários. Por outro lado, os avaliadores maconheiros não diferiram ao classificar alvos masculinos e femininos. Os pesquisadores explicam que este resultado sugere que os avaliadores caretas podem ser mais suscetíveis a fazer julgamentos sobre o uso de maconha com base em estereótipos. Já os usuários de maconha seriam menos vulneráveis a este estereótipo, talvez pela exposição à situações sociais com maconheiros “não tradicionais”.

*Por Lia Esumi: Bióloga, MS/PhD em Psicobiologia e colaboradora do Maryjuana.

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