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Uma das consequências negativas da legalização – e consequente capitalização – da maconha é o risco iminente da lógica do agronegócio invadir a indústria canábica. Pois quando a ganância e a natureza se misturam, quem costuma pagar o pato é a saúde humana e o meio ambiente bombardeados com toda sorte de aditivos e pesticidas.

Pois que o digam os maconheiros do legalizadíssimo Colorado. Segundo reportagem do The Denver Post, dois usuários – incluindo um paciente com tumor no cérebro – processaram a LivWell Inc, principal produtora de maconha do estado, devido ao uso do pesticida Eagle 20.

Proibido no estado, o fungicida é altamente tóxico e, de acordo com a ação, seu maior risco é transformar-se em cianeto quando fumado.

Embora tenham alegado que não passaram mal por conta do uso do produto, Brendan Flores e Brandie Larrabee disseram que não teriam consumido a erva se soubessem da aplicação do pesticida.

Em março, a LivWell foi uma das dez empresas cujos cultivos foram colocados em quarentena pelo Denver Department of Environmental Health nos meses de março e abril por conta de utilização de pesticidas perigosos à saúde.

Ainda que o uso do miclobutanilo – presente no pesticida Eagle 20 – seja permitido em alimentos, não há como regular sua aplicação na maconha pois a erva permanece como um cultivo ilegal sob os olhos da lei federal estadunidense.

“Simplesmente porque as plantas não têm resíduo de pesticida não significa necessariamente que as plantas eram seguras para inalação”, relata o texto do processo.

É por isso que eu digo e repito: viva o cultivo orgânico, sempre!

*Foto de abertura: The Denver Post

*Foto interna: Colorado Pot Guide

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