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Entidades unem forças para liderar cobrança global em pesquisa sobre maconha


A Citiva Jamaica deu outro passo importante em sua relação contínua com a Universidade das Índias Ocidentais, Campus Mona (UWI). A empresa de pesquisas médicas realizou seu primeiro seminário sobre Educação Médica Continuada (CME) em 15 de outubro de 2015, durante o qual Jack D’Angelo, MD, MBA, e diretor médico da Citiva, transmitiu uma palestra sobre Canabinoides e a Gestão de Múltiplos Estágios de Doença.

A Citiva está focada em promover o estudo da maconha e sua eficácia no campo da medicina. Em julho, a empresa iniciou a construção da primeira instalação do mundo dedicada à pesquisa médica da maconha na UWI.

“Nos EUA, só temos permissão de estudar legalmente os efeitos indesejáveis [da maconha]; esses são os únicos estudos que podem ser financiados”, declarou D’Angelo, acrescentando que “esses estudos são um pouco desleais em sua interpretação”. A pesquisa da Citiva vai se concentrar no sistema endocanabinoide ­- um sistema dentro do corpo humano que está envolvido em uma variedade de processos psicológicos incluindo o apetite, sensação de dor, humor e memória. A Citiva está buscando mostrar como os canabinoides que ocorrem naturalmente na maconha afetam diferentes estágios de doença, especialmente a Diabetes Tipo II, Epilepsia e Dor Neuropática.

O apoio para o seminário inaugural veio de uma ampla gama de áreas médicas, com muitos indivíduos aguardando o início dos estudos clínicos da Citiva. “É bom ver que houve um comparecimento multidisciplinar”, declarou Eric Williams, que é consultor em Medicina Emergencial no Hospital Universitário. Entre os presentes, estavam a Dra. Roxanne Melbourne-Chambers, neuro-pediatra, o Dr. Dagogo Pebble, palestrante sênior sobre fisiologia na UWI, e Joy McHugh, diretor executivo da Associação Jamaicana de Epilepsia.

“Trata-se de uma indústria crescente”, declarou Pebble, “e ter a Citiva aqui será como ter [a pesquisa] no lar da planta.” A pesquisa da Citiva sobre Diabetes Tipo II, epilepsia e dor neuropática pode ter benefícios adicionais para a população local. “Especialmente dentro de nosso contexto e nossos recursos limitados, seria uma opção digna de ser pesquisada para ver se é clinicamente aplicável”, declarou Chambers, que trata de muitas crianças com epilepsia grave no Hospital Universitário.  Espera-se que o custo dos tratamentos canabinoides seja significativamente menor que os produtos sintéticos.

Junto com seu trabalho na UWI, a Citiva está trabalhando de perto com a Associação Jamaicana de Diabetes (DAJ) e a Associação Jamaicana de Epilepsia (JEA) para estudar essas doenças e como os canabinoides podem ser benéficos ao tratamento. Uma iniciativa, encabeçada pela Citiva e a JEA, é tornar os tratamentos com canabinoides disponíveis a todas as crianças afligidas pela epilepsia. “As pessoas nos EUA se mudam para estados nos quais [a maconha] é disponibilizada para tratar seu filhos”, declarou D’Angelo, que usou um trecho da CNN do Dr. Sanjay Gupta como exemplo principal de como esses tratamentos funcionam.

A empresa pretende tornar os médicos e educadores cientes dos avanços das pesquisas sobre a maconha. “Mesmo em faculdades médicas, não gastamos muito tempo educando as pessoas sobre esse assunto”, de acordo com D’Angelo. A esperança é transformar essa série de Seminários sobre CME em um programa na UWI que será parte essencial para a comprovação da eficácia dos tratamentos com canabinoides.

*Fonte: PR Newswire