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Equipamento que facilita teste de canabinoides chega ao Uruguai


Poucas coisas intrigam tanto os pacientes, maconheiros – e, sobretudo, os jardineiros – do que a potência da maconha consumida e/ou produzida.

Chutes e suposições à parte, o fato é que até pouco tempo atrás a única maneira de solucionar o dilema era através de onerosas & burocráticas análises laboratoriais, obviamente indisponíveis na maioria dos locais e para a maioria dos pobres-mortais – sobretudo para nosotros, meros habitantes da América do Sul.

Com o objetivo de tornar tais testes mais rápidos e acessíveis, a Sage Analytics – empresa norte-americana com sede no Vale do Silício, na Califórnia – desenvolveu um equipamento inédito capaz de avaliar as taxas de canabinoides da erva. E o melhor disso tudo é que a inovadora tecnologia já está disponível na região, mais precisamente no legalizadíssimo Uruguai, onde as primeiras máquinas do tipo já estão em operação.

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A engenhoca portátil – que lembra um tablet – permite aferir os níveis exatos de THC, CBD, THCA, CBDA e CBN em flores, concentrados e extratos canábicos em geral.

Ao contrário dos testes de laboratório – que podem levar dias ou semanas até ficarem prontos – a Luminary Beacon garante resultados instantâneos. Basta inserir uma pequena amostra de erva – ou concentrado – para descobrir, em menos de um minuto, os canabinoides predominantes no produto.  sage

Graças à tecnologia de espectrometria – que analisa a composição da maconha através de raios infra-vermelhos – o material testado permanece íntegro e pode ser consumido normalmente depois.

Segundo reportagem do El Observador, a estreia da máquina no Uruguai aconteceu em Punta del Este durante o último fim de semana. Com foco em growshops e eventos do ramo, as máquinas – que custam em média US$ 25 mil cada – podem ser alugadas pelos estabelecimentos pelo período em que desejarem.

Voltada aos cultivadores e usuários – sobretudo os medicinais – a tecnologia promete ser mais uma atração nas lojas de cultivo uruguaias – atraindo, com certeza, muitos jardineiros brasileiros (até porque aqui, como sabemos, este tipo de teste é inviável). Por $200 pesos uruguaios – cerca de R$ 25 – é possível testar uma amostra de flor. Em caso de concentrados ou extratos, o valor sobre para $300 pesos uruguaios (ou quase R$ 37).

“O mecanismo permite que os usuários tenham acesso instantâneo às informações sobre a potência de suas plantas, facilitando o ajuste das doses para maior eficácia e segurança durante o consumo de cannabis”, ressalta o brasileiro Samy Abud Yoshima, sócio da Senses Biotech, empresa responsável pela distribuição dos equipamentos na América do Sul.

Além de melhorar a segurança dos consumidores, Samy acredita que a tecnologia pode ajudar a ciência canábica como um todo. “Cada vez que testamos uma flor ou concentrado, aumentamos o conhecimento sobre diferentes perfis de strains e composições distintas de canabinoides”, explica.