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Comprovando a máxima de que a proibição gera a ilegalidade, a Holanda registra crescimento do tráfico de drogas após o início da restrição aos coffee shops. Em vigor desde 1 de maio, as novas regras para a venda da maconha em no país estão provocando um efeito adverso, segundo estudo realizado por pesquisadores da Epicurus, fundação privada que se dedica a monitorar os efeitos da cannabis na sociedade. Nesses dois meses, o tráfico da erva aumentou no país.

O governo holandês introduziu em três províncias do sul da Holanda uma carteira de identificação obrigatória para clientes desses estabelecimentos, com o intuito de diminuir o consumo de maconha por turistas.

A ação, de acordo com os pesquisadores Nicole Maalsté e Rutger Jan Hebben, resultou em um enorme incremento da venda ilegal da droga nas ruas e no surgimento de uma ampla rede de serviços de entrega.

“Queremos que o resto da Holanda saiba o que os espera quando essa regulamentação chegar”, disse Maalsté, também pesquisadora da Universidade de Tilburgo. O governo do país tem a intenção de estender o cartão de identidade para todas as províncias a partir de 2013.

Ainda de acordo com os estudiosos, a polícia holandesa não tem capacidade para controlar essa nova forma de comércio. A maconha vendida em um “coffee shop” custa cerca de 25% a mais do que nas ruas, pontuaram os pesquisadores, que lembraram que alguns grupos específicos estão evitando esses estabelecimentos, como jovens entre 18 e 24 anos.

“É muito pouco provável que esses grupos deixem de consumir a droga em grandes quantidades”, concluíram os especialistas. De acordo com eles, um risco com o crescimento de traficantes é que os jovens ficam mais expostos a outros tipos de droga, a exemplo da cocaína.

Defensores da lei disseram que o estudo foi encomendado por donos de “coffee shops”, que viram as vendas caírem até 70% desde o início da nova regulamentação. A Epicurus negou a acusação.

* Com informações da Radio Netherlands e Opera Mundi.

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