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Associação de usuários medicinais posiciona-se contra a candidatura de Jair Bolsonaro


Espalhe a boa !
A Associação de Apoio à Pesquisa e Pacientes de Cannabis Medicinal (Apepi) lançou carta aberta posicionando-se contra a candidatura de Jair Bolsonaro.

Em um dos momentos políticos mais críticos de todos os tempos, mais do que nunca o posicionamento político da comunidade canábica é fundamental para garantir a vitória sobre o autoritarismo.

Afinal, como é possível seguirmos lutando pelo acesso à cannabis em um contexto ditatorial e declaradamente avesso à legalização?

Pensando nisso, a  Associação de Apoio à Pesquisa e Pacientes de Cannabis Medicinal (Apepi) lançou um comunicado firmando sua posição contrária ao candidato Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial de 2018, marcado para o próximo dia 28 de outubro.

Leia a íntegra da carta a seguir:

“Carta aberta
Considerando que uma das principais pautas da APEPI é a luta pela regulamentação do CULTIVO DA CANNABIS para fins terapêuticos, na última reunião mensal da Associação, entre outras pautas, surgiu a necessidade de discutirmos nosso posicionamento político nesse segundo turno das eleições. Foi decidido por unanimidade pelos presentes na reunião que deveríamos sim ter um posicionamento institucional contra a candidatura do Bolsonaro.
Apesar de defendermos que a cannabis é questão de saúde e não de polícia, não temos ainda condições de debater a legalização do cultivo da cannabis para fins terapêuticos separadamente da discussão sobre políticas de drogas e de segurança pública. Vejam que a proposta desse candidato é exatamente àquela que há anos tentamos combater, ou seja, a política repressiva que mata pessoas inocentes e não resolve a questão do tráfico de drogas e a violência no país.
É importante ressaltar que os pilares fundamentais para a democratização da cannabis medicinal no país, para além da produção de um fitomedicamento, é também o CULTIVO PESSSOAL e o CULTIVO COLETIVO. Todavia a política de repressão pregada pelo candidato coloca cultivadores terapêuticos como traficantes e tem encarcerado pessoas inocentes.
A regulamentação do autocultivo é fundamental como um elemento democrático do acesso à cannabis, e o cultivo coletivo por Associação assegura a autoprovisão continuada para os seus membros, permitindo o acesso a pessoas incapacitadas de cultivar ou comprar os produtos importados.
Isto posto, não obstante outros discursos violentos contra mulheres e minorias, convidamos todas e todos envolvidos nesse tema, sejam familiares ou usuários de cannabis, terapêutico ou não, a refletirem conosco o seu voto nesse segundo turno, porque depois será tarde demais e a vida não espera!”
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