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Parece, mas não é: o perigo dos canabinoides sintéticos


Espalhe a boa !
Na manhã do dia 18 de maio de 2017 um grave acidente de carro ocorreu em Nova York, no meio da Times Square. Richard Rojas, de 26 anos, perdeu o controle de seu veículo e atingiu diversos pedestres na calçada.

Uma jovem de 18 anos morreu e 22 pessoas ficaram feridas. Posteriormente, verificou-se que Rojas havia consumido uma droga chamada Spice ou K2, que também é muitas vezes erroneamente denominada  de “maconha sintética”.

Acidente de carro que ocorreu na Times Square em 10 de maio. O motorista havia consumido Spice

A maconha (Cannabis) é a droga recreativa mais utilizada no mundo. Seus efeitos psicotrópicos se devem principalmente ao canabinoide Δ9-THC, que se liga parcialmente aos receptores CB1 localizados em nosso organismo.

Spice X Cannabis

Por volta do ano 2004, empresas da Europa e Estados Unidos começaram a produzir canabinoides sintéticos para uso recreativo.  

No processo de produção, os canabinoides sintéticos são dissolvidos em solventes com acetona, etanol ou até formol, e então borrifados em plantas secas (sem ser a Cannabis). No final, o material seco é embalado e comercializado sob vários nomes: Spice, K2, FakeWeed, entre muitos outros.

Apesar de perigosos, uma enorme variedade de canabinoides sintéticos é
comercializada

O Spice, diferente da maconha, não é constituído por um complexo de substâncias, muitas delas que nos protegem de efeitos não desejados, tais como o CBD e terpenos. Além disso, os canabinoides sintéticos, diferentemente do Δ9-THC, se ligam fortemente aos nossos receptores CB1.

Efeitos colaterais

O resultado é a indução de efeitos fisiológicos distintos e até muito perigosos. Entre os efeitos já relatados do Spice estão: taquicardia, agitação, náusea, convulsões, falência renal e/ou hepática, ataque cardíaco, suicídio e morte.

*Por Lia Esumi, bióloga, Ms/PhD em Psicobiologia e consultora em Ciência canábica para o Maryjuana

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