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Maconha brasileira é rejeitada em copa uruguaia, mas hash é bem-vindo


Espalhe a boa !

Após o fracasso da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014, foi a vez dos brasileiros passarem sufoco na Copa Cannabis. Empolgados com a recente legalização no Uruguai, cultivadores de diferentes cantos do Brasil rumaram para Montevideo dispostos a concorrerem naquela que deveria ser a maior celebração entre growers da América do Sul.

Mas não foi bem assim. Mesmo com o convite dos organizadores – e as inscrições devidamente preenchidas e pagas – na última hora os jardineiros brasileiros foram impedidos de competir. Segundo a (des)organização do evento, o fato se deu por conta do processo de  legalização, que inviabiliza o acesso de estrangeiros a esse tipo de competição.

“Não podemos permitir a participação de estrangeiros, pois isso pressupõe que eles cruzaram a fronteira do país portando maconha, o que proibido por aqui”, justificou Laura Blanco, presidente da Associação de Estudos Canábicos do Uruguai (AECU), entidade responsável pela organização do evento.

A delegação brasileira contava com sete cultivadores, além de seus acompanhantes. “Então nós somos mais estrangeiros porque falamos português? Isso é segregação”, revoltou-se um dos participantes ao observar que diversos cultivadores de países como Chile e Argentina não só puderam participar, como ergueram alguns canecos na final.

A revolta dos participantes brasileiros teve início na sexta-feira (18/07), data marcada para entrega das amostras que, segundo a programação, seriam avaliadas no dia seguinte pelos próprios competidores e juízes convidados. Em meio às informações desencontradas e imprecisas fornecidas pelos organizadores, os brasileiros foram instruídos a comparecerem à Villa Serrana, localidade distante cerca de 150 km de Montevideo.

Ao chegarem ao ponto de encontro – um restaurante perdido em meio às montanhas – surgiram mais desinformações e uma dúvida que pairava no ar: onde estavam os demais competidores? Após horas de enrolação por parte dos (des)organizadores, os brasileiros descobriram que não poderiam concorrer na mesma copa que os uruguaios, por isso foram literalmente isolados da competição principal. “Se fosse pra fazer uma copa só entre brasileiros, não precisaríamos vir até aqui. Viemos para cá justamente em busca da troca de conhecimentos e experiências com outros growers”, declarou William Lantelme Filho, fundador do Growroom e um dos juízes escalados para o evento.

Confrontados com a revolta dos participantes, os organizadores passaram a dar diferentes desculpas na tentativa de justificar o fiasco internacional. Até mesmo uma suposta “superioridade” da maconha brasileira entrou na roda. “Vocês cultivam muito melhor do que os uruguaios, seria covardia se concorressem todos juntos”, disse Laura. Em 2013, os brasileiros conquistaram o 2º e o 3º lugares na Copa Cannabis – Categoria Internacional, onde concorreram com outros jardineiros da América do Sul.

Outra justificativa foi a “demora” na entrega das amostras, que deveriam ter sido submetidas com uma semana de antecedência – condição esta que não foi mencionada em nenhum momento nos emails trocados entre a organização do evento e os participantes. “Por que não nos falaram isso quando pagamos os 1 mil pesos (cerca de R$ 100) pelas inscrições?”, indagou – sem resposta e/ou reembolso – um dos growers presentes.

“Isso é decepcionante. Viemos até aqui a convite da organização, corremos o risco de trazer as amostras e fomos completamente excluídos da competição sem a menor consideração ou justificativa plausível. Argentinos e chilenos competiram nas mesmas categorias que os uruguaios, apenas nós ficamos de fora”, desabafou outro jardineiro.

Copa Growroom Splendido 2014

De volta a Montevideo, os brasileiros decidiram fazer sua própria copa canábica durante a noite fria de sábado (19/07). Reunidos no Hotel Splendido, os sete competidores – e cerca de trinta e poucos convidados – revezaram-se na enfumaçada missão de julgar as nove variedades de flores concorrentes.

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Em meio ao cenário surreal do hostel mais colorido & legalizado da cidade, a galera fez a fumaça subir pelas paredes decoradas em estilo retrô do antigo Hotel Solís – e de frente para o teatro de mesmo nome.

Organizada às pressas e nos mesmos moldes das edições anteriores, a votação levou em conta critérios como aparência, cheiro, sabor e efeito. Os baseados numerados foram distribuídos – e pequenas amostras em copos de plástico circulavam entre os presentes para que avaliassem os buds.

Quem levou o primeiro lugar foi o cultivador Não Compre, Plante, com a frutadaDouble Diesel, strain de predominância sativa resultante da cruza de NYC Diesel e Sour Diesel. Cindy99, Chemdawg e Canalope também estavam entre as variedades concorrentes.

Brasil, com B de BHO

Embora impedidos de competir com suas flores, os growers brasileiros foram o grande destaque numa das categorias mais especializadas da competição oficial: a Copa Hash. Também, pudera! Não teve desorganização, manipulação ou teoria da conspiração capazes de deter a presença dos dabs fulminantes distribuídos pelo cultivador Coruja, que ganhou o primeiro lugar com um BHO (butane hash oil) de Grapefruit. O segundo lugar ficou para Não Compre, Plante com o concentrado de Cinderella99.

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“Seja lá por quais motivos barraram nossas flores, os uruguaios não tiveram como negar nossas extrações, pois não tem ninguém por lá que faça o que estes cultivadores brasileiros estão fazendo”, finalizou outro dos participantes, destacando a supremacia do Brasil no que diz respeito às extrações de concentrados de cannabis.

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