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Maconha auxilia na prevenção da síndrome metabólica

Muito além de relaxar e fazer a cabeça, a maconha que você consome também pode ajudar a prevenir uma série de doenças, a exemplo da síndrome metábolica. Ao menos é o que sugere um novo estudo publicado na edição de novembro do American Journal of Medicine.

Segundo os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Miami, os usuários de cannabis são consideravelmente menos propensos a sofrer do transtorno do que os caretas. Quem nunca fumou um também se mostrou mais propenso a desenvolver o distúrbio do que aqueles que já tiveram algum contato com a erva.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a síndrome metabólica corresponde “a um conjunto de doenças cuja base é a resistência insulínica. Pela dificuldade de ação da insulina, decorrem as manifestações que podem fazer parte da síndrome”.

Os fatores de risco incluem uma grande circunferência de cintura, alto nível de triglicérides, baixo nível de colesterol HDL, pressão arterial elevada e açúcar elevado no sangue em jejum. A condição aumenta o risco de doenças cardíacas, diabetes e acidente vascular cerebral.

Durante a pesquisa, foram coletados dados de 8.500 pessoas com idades entre 20 e 59 anos. Para efeitos do estudo, os participantes foram classificados como portadores de síndrome metabólica quando apresentassem pelo menos três sintomas, incluindo altos níveis de triglicérides e pressão arterial elevada.

Com base nestes critérios, 19,5% dos participantes que nunca tinham usado maconha foram rotulados como portadores de síndrome metabólica – contra 17,5% dos consumidores antigos de maconha e 13,8% dos consumidores atuais.

“Entre os adultos emergentes, os usuários atuais de maconha mostraram-se 54% menos propensos a apresentar síndrome metabólica do que os não-usuários”.

Esta não é a primeira pesquisa que aponta possíveis benefícios da maconha no tratamento de doenças metabólicas. Estudo anteriores já sugerem o potencial terapêutico da maconha em casos de obesidade e diabetes, além da própria síndrome metabólica.

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