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Toxicológico: estudo revela que THC permanece no sangue por longos períodos


Já parou para pensar por quanto tempo o THC permanece no sangue após o uso? Esta nova pesquisa pode dar algumas sugestões para quem precisa fazer um exame toxicológico.

Existem diversas análises que permitem averiguar se uma pessoa fez uso de maconha, incluindo testes de urina, sangue e cabelo – estes dois últimos muito controversos, diga-se de passagem, pois há indícios de que os canabinoides permanecem no organismo por muito tempo depois que a substância foi usada e, portanto, estes exames toxicológico s não são uma maneira justa de saber se alguém fez uso imediato da erva.

Segundo pesquisa publicada recentemente na revista científica Drug and Alcohol Dependence, o THC no sangue em níveis superiores a 2 ng / ml pode persistir por longos períodos de tempo no sangue e, portanto, não é necessariamente um indício de exposição recente à cannabis.

O levantamento foi conduzido por cientistas afiliados à University of British Columbia, no Canadá, a partir da revisão sistemática da literatura relevante avaliando os níveis plasmáticos residuais de THC em consumidores frequentes de cannabis.

Resultados

Os autores relataram: “Em todos os estudos em que os participantes foram observados por mais de um dia, os níveis de THC no sangue de alguns deles permaneceram detectáveis ​​durante vários dias de abstinência”, com alguns indivíduos continuando com teste positivo por até 30 dias. Alguns indivíduos também demonstraram o chamado padrão de “corcunda dupla”, “onde seus níveis de THC aumentaram no final da semana após um declínio inicial”.

Os resultados desse tipo de estudo têm implicações diretas para as leis de segurança no trânsito em locais legalizados, incluindo vários estados dos Estados Unidos.

Controvérsias

As políticas de tolerância zero geralmente determinam que, se um motorista tiver níveis de THC no sangue, ele está intoxicado e não deveria estar dirigindo e, portanto, pode ser preso e acusado de dirigir sob o efeito de entorpecente.

Mas, se o THC pode permanecer no organismo mesmo após vários dias sem fumar, não é justo tratar essa infração sob a mesma lógica que rege o controle do uso de álcool.

“Pessoas que usam cannabis regularmente desenvolvem tolerância parcial a alguns de seus efeitos prejudiciais. Os usuários regulares de cannabis também podem ter elevação persistente de THC, mesmo após um período de abstinência”, relata o estudo.

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