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Associações canábicas: tudo o que você sempre quis saber sobre o tema

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Publicação inédita aborda todos os aspectos envolvendo a criação de associações canábicas no Brasil.

Produzida pela Plataforma Brasileira de Política de Drogas (PBPD), publicação propõe a criação de associações canábicas como estratégia de garantia de saúde e direitos humanos e alternativa aos mercados lícito e ilícito.

Como se sabe, a proibição da maconha foi um erro histórico, sem embasamento científico e de efeitos sociais adversos como a violência e a opressão direcionadas para a sociedade em geral com ênfase às pessoas negras ou pobres residentes de regiões de vulnerabilidade social. Além disso, na esteira do proibicionismo, conhecimentos tradicionais estão sendo desperdiçados.

Partindo desta premissa e propondo a criação de associações canábicas como alternativa ao mercado lícito das farmacêuticas, do crime organizado e ainda como estratégia para a garantia de saúde e direitos humanos, a Plataforma Brasileira de Política de Drogas (PBPD) lançou nesta semana uma cartilha intitulada “Introdução ao Associativismo Canábico”.

Trata-se do primeiro conjunto de textos em português sobre o tema, que está disponível para leitura e download gratuitos no site da PBPD.

Organizada pelo historiador Rafael Morato Zanatto, a publicação se divide em duas partes. Na primeira, intitulada Discursos Antiproibicionistas, o fenômeno mundial do associativismo canábico é abordado do ponto de vista acadêmico, revisitando a história e os modelos de organizações canábicas existentes em diversos países. Assinam os textos cientistas renomados como Elisaldo Carlini, Florencia Corbelle, Frederico Policarpo, Marcos Veríssimo e Ricardo Nemer, além do próprio organizador.

“O associativismo canábico é a única forma de garantir o acesso à cannabis e seus componentes de maneira autônoma, coletiva e economicamente viável”, afirma Renato Filev, coordenador científico da PBPD.

“O livro traça um panorama de essencial compreensão àqueles que buscam resgatar os conhecimentos tradicionais sobre a cannabis, acessar suas propriedades terapêuticas e retomar o protagonismo na escolha de uma terapia. É um convite à mobilização de todas e todos que buscam democraticamente assegurar direitos à saúde, ao lazer e à qualidade de vida”, completa Zanatto.

Práticas Transformadoras, segunda parte da Introdução ao Associativismo Canábico, reúne informações sobre iniciativas no Brasil e sobre como é possível participar do processo.

Assim como em outros países da Europa e da América Latina, o Brasil já conta, atualmente, com pelo menos 30 associações canábicas formalizadas.

Estas entidades têm se mobilizado para participar da elaboração de uma nova política de drogas que contemple as demandas da sociedade civil e propõem amplo acesso à maconha para fins terapêuticos e sociais.

Clique aqui para ler e fazer download da publicação.

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