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Cannabis foi domesticada na China há 12 mil anos, diz estudo

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Especialistas da Universidade de Lausanne, na Suíça, concluíram que a maconha é uma das plantas antigas cultivadas na Terra, tendo sido domesticada pela primeira vez na China cerca de 12 mil anos atrás.

Os pesquisadores analisaram as sequências do genoma inteiro de 110 Cannabis sativa para descobrir onde as plantas têm suas raízes.

A pesquisa, cujos resultados foram publicados na revista Science Advances na sexta-feira (16/7), revelou que a maconha emergiu na China no período Neolítico.

Apesar de, por longo tempo, a planta ter sido uma fonte importante de fibra, além dos seus usos terapêutico e recreativo, muito permanece desconhecido sobre a história da domesticação da cannabis.

Isso ocorre porque restrições legais em torno da planta tornam difícil a coleta de amostras para análise, explicou a equipe no artigo.

“Nós mostramos que a Cannabis sativa foi pela primeira vez domesticada no início do Neolítico na Ásia Oriental, e que todas as atuais culturas de cânhamo e drogas divergiram de um conjunto genético ancestral atualmente representado por plantas selvagens e raças terrestres na China”, escreveram os cientistas na publicação.

Além disso, os pesquisadores identificaram certos genes que podem ter sido muito bem selecionados durante o cultivo da maconha. Esses incluem genes relacionados à formação de ramos, tempo de floração, biossíntese e potência de canabinoides.

Esses genes distinguem as variedades atuais utilizadas para o cânhamo das utilizadas para a fabricação de drogas – o que, de acordo com a análise genética, divergiram há cerca de 4.000 anos.

As variedades de cânhamo foram cultivadas para crescer altas e não ramificadas, com muita fibra, enquanto cepas com efeitos psicoativos mais curtas e ramificadas foram selecionadas para gerar mais resina com efeitos psicoativos.

“Nosso estudo […] fornece novas percepções sobre a domesticação e disseminação global de uma planta com produtos estruturais e bioquímicos divergentes em um momento em que há um ressurgimento de interesse na sua utilização”, escreveram os autores da pesquisa.

Esse interesse, adicionam os autores, “reflete mudança de atitudes sociais e desafios correspondentes a seu status jurídico em muitos países”.

*Fonte: Sputnik Brasil

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