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Conheça os segredos do cultivo de maconha no verão

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Dias mais longos, temperaturas altas e sol quente brilhando lá fora. Não por acaso, a proximidade do verão motiva muitos cultivadores a investirem no cultivo em exterior. Até por que, em muitos casos, o calor em excesso inviabiliza as operações indoor para quem não dispõe de um excelente sistema de ar refrigerado. Mas, antes de apagar as luzes do grow e migrar os vasos para o quintal, é preciso observar uma série de fatores que vão da segurança à prevenção de pragas e intempéries.

Para ajudar nessa missão, conversei com dois cultivadores brasileiros acostumados a plantar em condições diversas e adversas. Bi-campeão da Copa Growroom, em 2012 e 2013, “Não Compre, Plante” – ou NCP – adotou esse apelido inspirado por uma famosa canção da banda Planet Hemp. Morador do litoral sul do Brasil e adepto do cultivo hidropônico em interior, ele é íntimo das dificuldades causadas pela umidade e calor típicos do verão sul-americano.

Já Fabiano Brasil reside no interior do país, onde as temperaturas são naturalmente mais elevadas durante todo o ano. Praticante do cultivo orgânico em exterior, ele investe numa mescla de indoor e outdoor para compensar o fotoperíodo ao longo do ano, o que tem lhe garantido até três colheitas anuais. As boas colheitas também já lhe renderam prêmios como o primeiro lugar na categoria outdoor da 2ª Copa Growroom, em dezembro de 2013.

Um dos buds resinados e orgânicos de Fabiano Brasil

Observar as horas de luz natural à disposição é o primeiro passo para planejar o plantio em exterior. Como isso varia de região para região, atente para as variações ao longo dos meses e adapte-se conforme as necessidades e o estágio de crescimento das plantas.

Especialmente durante a vega, pode ser necessário complementar o fotoperíodo, como recomenda Fabiano Brasil.

“Durante o vegetativo, costumo utilizar 24 horas de luz. Aproveito todo o sol possível e, a noite, ligo uma lâmpada fria na varanda, levo os vasos pra lá e deixo a vega seguir de modo suave e contínuo. De manhã, coloco todos no sol novamente. Vou transplantando e, quando quero florir, basta apagar a lâmpada e deixar os vasos direto no quintal”, conta. Neste ritmo, o cultivador consegue colher até três vezes ao ano, em qualquer estação.

Embora dias nublados sejam comuns, a claridade típica do verão já é suficiente para manter a vega ou a flora por alguns dias. “O maior risco é o excesso de chuva, especialmente para as plantas que estão florindo, pois pode encharcar demais o solo e mofar as flores”, alerta Fabiano.

Cuidados com a umidade também devem ser redobrados na temporada – tanto no outdoor como no indoor.

“A regra é clara: se molhou, tem que secar. É preciso evitar ao máximo umidade nas flores”, recomenda Fabiano. Portanto, para quem deseja cultivar em exterior, mas mora em regiões muito úmidas ou chuvosas, vale a pena pensar na possibilidade de instalar toldos ou telas de proteção transparentes no jardim.

Por outro lado, em regiões – ou dias – mais secos, é preciso intensificar as regas para garantir a umidade do solo, pois o calor pode secar o substrato muito rápido. Só não exagere na quantidade de água, pois o solo muito úmido tende a apresentar “oscilações de PH e pouco desenvolvimento das raízes, facilitando o aparecimento de doenças e deficiências”, ressalta Fabiano.

O risco de pragas também aumenta no verão, sobretudo as temidas spidermites, moscas e pulgões. Para preveni-los, o ideal é borrifar óleo de neem de uma a duas vezes por semana, sempre no período noturno. “Plantas já infectadas devem ser isoladas, tratadas e, em último caso, sacrificadas, caso a infestação esteja fora de controle”, diz Fabiano.

Por fim – mas não menos importante – ao optar pelo cultivo outdoor é preciso considerar questões de segurança.

“Pelo menos no Brasil, basta um vizinho acionar a polícia para qualquer jardineiro de bem ser preso e condenado a até 15 anos de cadeia, então todo cuidado é pouco”. Mesmo em locais onde a erva já está regulamentada, como o Uruguai, isso também vale para evitar roubos. “O ideal é que as plantas estejam em local privativo, longe dos olhares e da presença de pessoas estranhas”, sugere Fabiano.

Mas, para quem mora em apartamento ou não possui um local seguro no quintal de casa, permanecer no indoor durante o verão também é possível, desde que se observem alguns cuidados. Apesar da faixa ideal de temperatura no grow estar entre 24º e 26ºC, NCP garante excelentes colheitas com a temperatura beirando os 35ºC. “Isso é possível com um sistema apropriado de renovação de ar e ventilação”, observa. Na opinião do cultivador, a principal vantagem do verão para o cultivo indoor é o metabolismo do CO2. “As temperaturas um pouco mais altas – entre 32º e 33ºC – ajudam a otimizar a síntese do CO2.”

Seja como for, o importante é não parar de cultivar. “Aproveite o calor para semear o máximo que puder”, recomenda Fabiano, que sugere as indicas para quem está iniciando no cultivo ou deseja resultados mais rápido e com menos trabalho.

*reportagem publicada originalmente em espanhol na edição de novembro/dezembro de 2014 da revista Soft Secrets Latin America. 

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