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Com a liberação da maconha em alguns estados dos Estados Unidos e no Canadá, as lojas de conveniência que vendem especialmente cerveja e tabaco acabam tendo o novo mercado como um potencial incremento para seu negócio.

George Anderson, articulista do portal RetailWire, aponta o case da Alimentation Touche-Card, a maior operadora de lojas de conveniência canadense, com 15 mil unidades ao redor do mundo, sendo  2.200 no Canadá e 7.800 nos EUA. A varejista fechou uma parceria estratégica com a Canopy Growth, produtora canadense de cannabis e cânhamo.

A nova parceria contempla a primeira loja voltada para a venda de cannabis e produtos relacionados no Canadá. Até o dia 31 de março, apenas operações do governo podiam vender a planta. Desde então, foi autorizado que particulares possam distribuir maconha e produtos relacionados.

A loja em Ontario venderá produtos como flores secas, óleos, gel e outros itens. A ideia é estender a parceria da Alimentation Touche-Card com a Canopy Growth para outros mercados amigos da planta.

Ao portal RetailWire, Brian Hannasch, presidente e CEO da Alimentation Couche-Tard, destaca a construção de um ecossistema varejista para venda segura e regulada da maconha. “Acreditamos que a loja de Cannabis de Ontario e os varejistas privados coexistirão sob uma estrutura rigorosamente regulamentada com objetivos comuns para proteger a saúde pública e a segurança”, afirma.

Mercado bilionário

Só no Canadá, país mais amigo dos produtos feitos de maconha na América, a venda de produtos feito à base da erva deve gerar faturamento de R$ 5 bilhões em 2020. O uso recreativo da planta foi liberado em outubro do ano passado. A venda só pode ser feita a pessoas com mais de 18 anos e está limitada a 30 gramas de cannabis.

Um estudo da Deloitte apontou que o mercado ilegal de maconha no Canadá é responsável por movimentar cerca de 4 bilhões de dólares por ano. Com a estabilização do mercado legal, as vendas anuais devem chegar a 8,7 bilhões de dólares, segundo o primeiro-ministro do País, Justin Trudeau.

As principais beneficiadas devem ser as empresas que já atuam no mercado, com a comercialização de itens medicinais. Como nos Estados Unidos, onde Joshua Haupt vendeu as duas empresas que possuía voltadas para o desenvolvimento de produtos feitos à base de maconha à empresa Medicine Man.

O empreendedor foi atirado no mercado por um drama pessoal. Ele sofria de crises de epilepsia e passou a cultivar a planta para tratar de seus problemas de saúde. Com o crescimento do negócio, ele vendeu suas empresas e se tornou diretor, mantendo ações que equivalem a 9 milhões de dólares, quase 40 milhões de reais.

*Fonte: Novarejo

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