Com a legalização da maconha se espalhando pelo mundo, outra droga alucinógena tenta seguir os mesmos passos: os chamados cogumelos mágicos.

Em maio, Denver, capital do estado do Colorado, nos EUA, aprovou a descriminalização do fungo que contém psilocibina, um composto psicodélico popularizado pela contracultura dos anos 60. Oakland, na Califórnia, seguiu o exemplo de Denver algumas semanas depois, e o estado de Oregon tenta votar uma medida semelhante em 2020.

Os defensores dos cogumelos mágicos dizem que o fungo tem um potencial medicinal inexplorado que pode ser tão grande quanto o da cannabis, particularmente para o tratamento da depressão e do vício.

A FDA, agência que regula medicamentos e alimentos nos EUA, concedeu o status de “terapia inovadora” em outubro para a Compass Pathways, que planeja testar os cogumelos para casos de depressão resistente a tratamentos, acelerando o processo de desenvolvimento.

A empresa londrina diz que atualmente realiza testes clínicos em larga escala na Europa e na América do Norte. Nos últimos anos, pesquisadores da Universidade de Nova York descobriram que a psilocibina causa uma redução “rápida e sustentada” da ansiedade e da depressão em pacientes com câncer em estágio avançado. E psiquiatras da Universidade Johns Hopkins descobriram que os cogumelos podem ajudar pessoas a parar de fumar. 

Outro estudo descobriu que o psicodélico também pode reduzir a dependência do álcool. “As aplicações médicas e terapêuticas se tornam inquestionáveis em um mundo onde a depressão é uma das doenças mais comumente diagnosticadas”, disse Ronan Levy, ex-executivo da Aurora Cannabis e cofundador da Field Trip Ventures, uma startup de Toronto com foco em psicodélicos terapêuticos, como cogumelos.

Ao contrário da maconha, no entanto, pesquisas sobre as aplicações médicas da psilocibina são limitadas pelo fato de que a droga permanece ilegal em praticamente todos os lugares.

Denver, por exemplo, tornou o uso pessoal e a posse de cogumelos alucinógenos “a menor prioridade de segurança da cidade”, mas vender e distribuir esse tipo de fungo ainda é ilegal.

*Fonte: Bloomberg, via UOL

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